Como identificar as tendinites mais comuns do joelho?

Você sabia que, segundo estudos da literatura médica internacional, de cada três lesões esportivas, uma acontece na região dos joelhos? As doenças dos tendões ou tendinopatias, são frequentes causas de dor nesta região do corpo.


Estas lesões costumam aparecer em três localizações mais frequentes: a tendinopatia patelar, a quadriciptal e a tendinopatia dos 3 tendões que se juntam na "pata de ganso". Vamos entender melhor como se manifestam e quais caminhos podem ser adotados para diagnosticar e tratar esses quadros, infelizmente muito comuns entre os pacientes que visitam o consultório.


Tendinite Patelar


A tendinite patelar, como o próprio nome sugere, ocorre no tendão patelar, localizado na região frontal do joelho, próximo da inserção da rótula. Quem sofre deste problema, normalmente queixa-se de dor na frente do joelho que pode aparecer logo ao iniciar uma caminhada, após realizar uma atividade com impacto ou aparecer depois de um esforço mais intenso.


“Pata de Ganso”

Outra lesão comum é a tendinite chamada "pata de ganso". Esse nome é devido ao aspecto dos tendões responsáveis pela rotação interna da perna, que possuem fibras de conexão formando um aspecto semelhante à pata deste animal. Nesse caso, a dor se manifesta abaixo do joelho, e tende a aparecer por sobrecarga e esforço excessivo dos tendões desta região do joelho.


Tendinite Quadricipital

Por último, temos um diagnóstico mais difícil de caracterizar: a tendinite quadricipital. Isso porque quem apresenta esse quadro tende a queixar-se de uma dor mais difusa logo em cima da rótula. Isso deve-se ao fato do tendão atingido estar localizado em camadas mais profundas, no interior do tecido adiposo.


Apresentados em linhas gerais esses três tipos mais comuns de tendinopatias, cabe dizer que a simples queixa de dor em determinada região do joelho é apenas um primeiro aspecto a ser considerado na avaliação. Para constatarmos melhor o que acomete com o paciente, contamos com alguns exames que nos auxiliam a fazer um diagnóstico mais preciso da patologia.


Em um primeiro momento, podemos recorrer ao exame de termografia. Trata-se de um procedimento muito simples, no qual a radiação infravermelha permite detectar a temperatura corporal, fornecendo um mapeamento do que está acontecendo no corpo sistemicamente (assim como quando colocamos o termômetro embaixo do braço para detectar se estamos com febre). Se houver uma eventual disfunção circulatória na derme, isso vai aparecer como variações de temperatura no exame. Funciona como um espelho de algo que está acontecendo mais profundamente, indicando para nós alterações neurovegetativas das síndromes dolorosas.


Geralmente realizamos o exame de forma comparativa com o outro lado permitindo constatar a diferença de temperatura de um lado com o outro: A diferença da temperatura geralmente aparece neste exame térmico e desta maneira podemos comprovar que há uma reação tecidual que provoca uma mudança da temperatura local com indício de lesão na região indicada.


No entanto, a termografia, por si só, não nos oferece um diagnóstico definitivo, mas permite ao médico comprovar alterações provocadas pela doença e desta maneira ter uma uma boa ideia do que está acontecendo no corpo.


Comparamos a termografia do local indicado pelo paciente e percebemos que geralmente corresponde com a zona de maior alteração térmica.


De maneira complementar podemos ralizar também a ecografia. Trata-se de um exame também não invasivo no qual é possível observar alterações da textura assim como a espessura do tendão. Quando este está inflamado, por conter mais líquido no seu interior, fica inchado, apresentando no exame uma região escura e aumentada de tamanho que aponta para uma disfunção tendinosa.


Os casos de tendinopatias que não melhoram depois de três meses de adequado tratamento conservador (uso de gelo, compressas quentes e diminuição de esforço físico, por exemplo), podem ser orientados para o tratamento com Ondas de Choque, antes de se considerar uma intervenção cirúrgica. Essa alternativa possibilita uma ativação tecidual com progressivo aumento da vascularização, ajudando a restabelecer a função normal dos tendões atingidos.


Por isso, temos que estar atentos a esses quadros, pois alguns casos podem persistir com queixas e evoluir para uma segunda fase de tendinose com enfraquecimento do tendão e até rupturas deste tecido. Nos casos de ruptura completa, a indicação cirúrgica acaba sendo inevitável.


Lembre-se que somente um médico especializado pode auxiliar na investigação destas dores e também orientar no acompanhamento dos tratamentos realizados. Para evitar que um quadro como os apresentados evolua para algo mais grave, visite um ortopedista que possa entender melhor sua condição orientar atitudes que diminuam os esforços e indicar os tratamentos mais adequados. Você pode visitar a Clínica do Dr. Paulo Rockett para obter um diagnóstico preciso de sua condição e receber tratamento imediato. Contate-nos hoje para marcar uma consulta.



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