Células-tronco são modificadas para crescimento de cartilagem e combate à inflamação.

Robert J. Boston photograph Farshid Guilak PhD with Grad Student in Biomedical Engineering  Holding a prototype of his living artificial hip. Press Release Jim Dryden

Robert J. Boston photograph
Farshid Guilak PhD with Grad Student
in Biomedical Engineering

Com o objetivo de tratar desgastes da cartilagem da articulação do quadril, evitando a cirurgia extensa de substituição por uma prótese, cientistas programaram células-tronco para desenvolver uma nova cartilagem em um molde 3D no formato da cabeça femoral. Além disso, usando a terapia genética, eles conseguiram ativar a nova cartilagem para liberar moléculas anti-inflamatórias com o objetivo de evitar retorno da artrose.

A técnica, demonstrada em um esforço colaborativo entre a Washington University School of Medicine, em Saint Louis, e o Cytex Therapeutics Inc., em Durham, foi descrita no dia 18 de julho desse ano na Proceedings of the National Academy of Sciences, uma das revistas científicas multidisciplinares mais citadas e abrangentes do mundo.

Os médicos geralmente relutam em realizar operações de substituição de quadril em pacientes com menos de 60 anos de idade, pois as articulações protéticas geralmente duram menos de 20 anos. Além disso, uma segunda cirurgia de substituição para remover uma prótese desgastada pode comprometer muito o osso, aumentar o risco de infecção e diminuir muito as chances de bom resultados. A boa notícia é que, futuramente, a descoberta poderá fornecer uma alternativa a esse tipo de cirurgia.

O professor de cirurgia ortopédica da Washington University e PhD Farshid Guilak comenta que substituir uma prótese é uma cirurgia difícil, sendo assim, ele ajudou a desenvolver uma maneira de reconstituir a articulação artrósica usando as próprias células-tronco do paciente para fazer crescer a nova cartilagem. Tudo isso, combinado à terapia genética, faz com que haja liberação de moléculas anti-inflamatórias para evitar a artrose. O objetivo é impedir, ou ao menos atrasar, a substituição da prótese de metal e plástico.

A técnica utiliza uma espécie de tela sintética 3D biodegradável, desenvolvida por Guilak e sua equipe. Essa tela, moldada na forma precisa da articulação do paciente, é coberta com a cartilagem feita das células-tronco do mesmo, tirada a partir gordura abaixo da pele. Ela pode ser implantada na superfície de um quadril artrósico. O ressurgimento da articulação da bacia com o tecido “vivo” é projetado para diminuir a dor da artrose e protelar, ou até mesmo eliminar, a necessidade de cirurgia de substituição da articulação.

Além disso, através da inserção de um gene na nova cartilagem e ativação da mesma com um medicamento, pode orquestrar a liberação de moléculas anti-inflamatórias para lutar contra um possível retorno da artrose, que é normalmente o que desencadeia os problemas iniciais de degradação da cartilagem articular.

 

Fonte: https://medicine.wustl.edu/news/stem-cells-engineered-grow-cartilage-fight-inflammation/

 

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